O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do
Ministério da Educação, divulga os indicadores de qualidade de cursos e
instituições de educação superior. A avaliação é baseada na análise das
condições de ensino, em especial aquelas relativas ao corpo docente, às
instalações físicas, ao projeto pedagógico e ao resultado dos alunos no Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
domingo, 20 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Saúde terá supervisão ampliada
O Ministério da Educação anunciou ontem, a ampliação de medidas de
supervisão em instituições e cursos de educação superior. Neste ano, os
processos de supervisão serão abertos em cursos da área de saúde que tiveram
desempenho insatisfatório nos indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). É a primeira vez que as medidas
atingem todos os cursos de uma área. A ação, que prevê a suspensão de
vagas de ingresso em todos os cursos da área da saúde que obtiveram Conceito
Preliminar de Curso (CPC) inferior a três, deverá ser publicada no Diário
Oficial da União na próxima semana. Os primeiros atos publicados serão dos
cursos de medicina.
A instituição de ensino superior que tenha obtido, no percurso de três avaliações, duas vezes o IGC insatisfatório (um a dois pontos), desde que o último índice seja insatisfatório, responderá a um processo administrativo de supervisão instaurado pelo MEC. Ao mesmo tempo, o Ministério publica medida cautelar (preventiva) que suspende a autonomia da instituição de forma imediata. Se for universidade ou centro universitário, é suspensa a autonomia, que compreende o congelamento do número de vagas (tendo por base o ano anterior) e a abertura de novos cursos. Além disso, a instituição assina termo de saneamento das deficiências, com prazo de duração de um ano. O mesmo rito vale para a faculdade, exceto na questão da autonomia, que ela já não tem.
Após o período de saneamento das deficiências, é verificado se a instituição cumpriu o que foi pactuado no termo de saneamento. Nos casos do cumprimento dos requisitos de qualidade, o processo é encerrado. Se não alcançou a meta estipulada, o MEC instaura um processo administrativo para descredenciamento da instituição ou encerramento do curso. Neste caso, os estudantes matriculados têm garantia de conclusão do curso, podendo também solicitar transferência para outra instituição e completar a graduação.
Desde 2006, a partir da edição do Decreto nº 5.773, que definiu as ações de avaliação, regulação e supervisão da educação superior, o Ministério da Educação deu início a processos de supervisão em cursos com resultados insuficientes nas avaliações. Os cursos de direito, medicina e pedagogia foram os primeiros a serem submetidos à supervisão do MEC.
Direito – A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007 e verificou as condições de 79 cursos que apresentaram resultado insuficiente no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006. Os cursos firmaram termo de saneamento de deficiências com o ministério e, após o prazo de um ano, foram novamente avaliados. Nos casos em que não foram identificadas melhorias nas condições de oferta, foi determinada a redução de vagas ou o encerramento do curso. Essa supervisão já resultou na redução de, aproximadamente, 24 mil vagas de ingresso e o encerramento da oferta de quatro cursos.
Outra ação que resultou na suspensão de vagas em cursos de direito foi a adotada em junho deste ano. A partir dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), o MEC determinou a suspensão de 10.912 vagas em 136 cursos que apresentaram conceito inferior a três. Ao todo, as medidas de supervisão em cursos de direito resultaram na suspensão de cerca de 34 mil vagas de ingressos em cursos com avaliação insuficiente.
Medicina – Em 2008 teve início a supervisão em 17 cursos de medicina que tiveram conceitos inferiores a três no Enade. Uma comissão de especialistas na área médica, presidida pelo médico Adib Jatene, foi formada para acompanhar o processo e supervisionar a qualidade dos cursos.
Os principais aspectos verificados pela comissão foram: a organização didático-pedagógica do curso; a integração do curso com o sistema local e regional de saúde; a carga horária que o aluno desenvolverá na rede do Sistema Único de Saúde (SUS); o corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, a composição e atuação de núcleo docente estruturante, e as condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular.
Após o prazo para cumprimento das medidas, o MEC determinou o corte de mais de 600 vagas nos cursos que não apresentaram as melhorias e garantias de qualidade exigidas.
Pedagogia . Iniciada em 2008, a supervisão envolveu 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a três no Enade de 2005. Ao final do prazo do termo de saneamento de deficiências, os cursos que não cumpriram as determinações do MEC foram desativados e outros tiveram que reduzir vagas.
Supervisão . A supervisão de cursos e instituições é realizada pelo Ministério da Educação com o objetivo de garantir a qualidade do ensino superior. A partir da assinatura de protocolos de compromisso (termo de saneamento de deficiências), as instituições e cursos têm a possibilidade de promover melhorias em suas condições de oferta e com isso melhorar seu desempenho nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Nos casos em que não são observadas melhorias, o MEC adota medidas para a redução de vagas ou encerramento da oferta, no caso dos cursos; e para o descredenciamento, no caso de instituições.
Fonte: Ascom
A instituição de ensino superior que tenha obtido, no percurso de três avaliações, duas vezes o IGC insatisfatório (um a dois pontos), desde que o último índice seja insatisfatório, responderá a um processo administrativo de supervisão instaurado pelo MEC. Ao mesmo tempo, o Ministério publica medida cautelar (preventiva) que suspende a autonomia da instituição de forma imediata. Se for universidade ou centro universitário, é suspensa a autonomia, que compreende o congelamento do número de vagas (tendo por base o ano anterior) e a abertura de novos cursos. Além disso, a instituição assina termo de saneamento das deficiências, com prazo de duração de um ano. O mesmo rito vale para a faculdade, exceto na questão da autonomia, que ela já não tem.
Após o período de saneamento das deficiências, é verificado se a instituição cumpriu o que foi pactuado no termo de saneamento. Nos casos do cumprimento dos requisitos de qualidade, o processo é encerrado. Se não alcançou a meta estipulada, o MEC instaura um processo administrativo para descredenciamento da instituição ou encerramento do curso. Neste caso, os estudantes matriculados têm garantia de conclusão do curso, podendo também solicitar transferência para outra instituição e completar a graduação.
Desde 2006, a partir da edição do Decreto nº 5.773, que definiu as ações de avaliação, regulação e supervisão da educação superior, o Ministério da Educação deu início a processos de supervisão em cursos com resultados insuficientes nas avaliações. Os cursos de direito, medicina e pedagogia foram os primeiros a serem submetidos à supervisão do MEC.
Direito – A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007 e verificou as condições de 79 cursos que apresentaram resultado insuficiente no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006. Os cursos firmaram termo de saneamento de deficiências com o ministério e, após o prazo de um ano, foram novamente avaliados. Nos casos em que não foram identificadas melhorias nas condições de oferta, foi determinada a redução de vagas ou o encerramento do curso. Essa supervisão já resultou na redução de, aproximadamente, 24 mil vagas de ingresso e o encerramento da oferta de quatro cursos.
Outra ação que resultou na suspensão de vagas em cursos de direito foi a adotada em junho deste ano. A partir dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), o MEC determinou a suspensão de 10.912 vagas em 136 cursos que apresentaram conceito inferior a três. Ao todo, as medidas de supervisão em cursos de direito resultaram na suspensão de cerca de 34 mil vagas de ingressos em cursos com avaliação insuficiente.
Medicina – Em 2008 teve início a supervisão em 17 cursos de medicina que tiveram conceitos inferiores a três no Enade. Uma comissão de especialistas na área médica, presidida pelo médico Adib Jatene, foi formada para acompanhar o processo e supervisionar a qualidade dos cursos.
Os principais aspectos verificados pela comissão foram: a organização didático-pedagógica do curso; a integração do curso com o sistema local e regional de saúde; a carga horária que o aluno desenvolverá na rede do Sistema Único de Saúde (SUS); o corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, a composição e atuação de núcleo docente estruturante, e as condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular.
Após o prazo para cumprimento das medidas, o MEC determinou o corte de mais de 600 vagas nos cursos que não apresentaram as melhorias e garantias de qualidade exigidas.
Pedagogia . Iniciada em 2008, a supervisão envolveu 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a três no Enade de 2005. Ao final do prazo do termo de saneamento de deficiências, os cursos que não cumpriram as determinações do MEC foram desativados e outros tiveram que reduzir vagas.
Supervisão . A supervisão de cursos e instituições é realizada pelo Ministério da Educação com o objetivo de garantir a qualidade do ensino superior. A partir da assinatura de protocolos de compromisso (termo de saneamento de deficiências), as instituições e cursos têm a possibilidade de promover melhorias em suas condições de oferta e com isso melhorar seu desempenho nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Nos casos em que não são observadas melhorias, o MEC adota medidas para a redução de vagas ou encerramento da oferta, no caso dos cursos; e para o descredenciamento, no caso de instituições.
Fonte: Ascom
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Alunos da Rede Estadual terão cartilhas sobre drogas
O Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (16/11), no
Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, no Complexo do Alemão, a cartilha
"Tudo o que você pensa que sabe sobre drogas". A publicação -
produzida pelo projeto Prisioneiros das Drogas em parceria com as secretarias
de Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde e Segurança e o Tribunal de Justiça -
alerta os alunos para os perigos de entorpecentes como o crack, o álcool e até
remédios controlados.
Duzentas mil cartilhas, financiadas pela Fundação Carlos
Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), foram
distribuídas para que os professores das escolas estaduais e da Fundação de
Apoio à Escola Técnica (Faetec) possam orientar seus estudantes sobre o tema.
Segundo o secretário de Educação, Wilson Risolia, a expectativa é produzir mais
um milhão e meio de publicações para distribuir a todos os alunos da rede.
- Desde o começo do ano, a Secretaria de Educação planejou
todo o pacote de ações para os próximos onze anos em diversas dimensões, e uma
delas é voltada para o aluno. Nossa preocupação é verificar quais as
necessidades dos estudantes, por isso trabalhamos com programas de saúde. Por
isso, precisamos enfrentar temas como as drogas de maneira objetiva e clara -, disse Risolia. A cartilha de 32 páginas traz
informações sobre todos os tipos de substâncias entorpecentes, aspectos legais
e crimes ligados à droga, dependência química e como ajudar um usuário a se
livrar das drogas. O livreto tem ainda endereços e telefones de clinicas e
instituições que apóiam dependentes químicos. A outra etapa do projeto será a distribuição, até o
fim do ano, de vídeos educativos sobre o assunto.
- Queremos incentivar encontros de pesquisadores,
professores e familiares de alunos para que o debate sobre a dependência das
drogas seja ampliado. Os estudantes precisam saber que o caminho das drogas é
fácil de entrar, mas difícil de sair. Queremos quebrar esse tabu de que não
devemos falar muito abertamente sobre as drogas - disse o secretário de Ciência
e Tecnologia, Alexandre Cardoso.
MEC libera verba para aumentar oferta do ensino técnico
O Ministro de Educação, Fernando Haddad, já fechou acordos com governos estaduais de aproximadamente R$ 1,8 bilhão para expansão das redes de escolas técnicas por meio do programa Brasil Profissionalizado. O investimento resultou em 200 novas unidades e reformas em 500 outras. A iniciativa foi destacada pelo MEC como um dos pilares da expansão da oferta de vagas no ensino técnico. O ministro abordou o assunto durante a abertura do seminário Ensino Técnico; uma Necessidade para o País, uma Alternativa para os Jovens, promovido pela revista Carta Capital, dentro da Série Diálogos Capitais, em São Paulo. Haddad citou os estados de São Paulo, Ceará, Paraná e Pernambuco como exemplo de unidades federativas que têm ampliado as redes de educação profissional e participado da integração à expansão da oferta realizada pelo governo federal nos últimos nove anos.
Aliado ao repasse de recursos aos estados, o ministro indicou outras duas ações fundamentais da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A primeira delas, iniciada em 2005, com a aprovação de mudanças na legislação para permitir a ampliação da oferta de vagas. A outra, acordo firmado com o Sistema S, em 2008, de oferta gratuita de vagas em cursos técnicos.
Haddad citou ainda a criação, em outubro último, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), destinado a fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. “O programa já teve um aporte de R$ 460 milhões este ano”, destacou Haddad. “Todas as ações criam a cultura de ensino técnico em tempo integral, com um impacto muito grande, atendendo à demanda da iniciativa privada e industrial, que clama por mão de obra qualificada.”
Com todo esse conjunto de ações, o ministro acredita que na próxima década o Brasil dobrará o número de matrículas nas redes de ensino profissional e tecnológico — de um milhão para dois milhões. “A nossa expectativa é que os jovens abracem esta iniciativa, formem-se de forma qualificada e passem a atuar no mercado de trabalho”, salientou o ministro.
Rede — Um dos projetos estratégicos mais importantes na área do ensino no país, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica contará, até 2014, com 562 unidades de ensino em todo o país. Até 2002, a rede contava com 140 escolas técnicas. Nos últimos nove anos, alcançou 402 unidades e expandiu o número de matrículas de 113 mil para 400 mil em cursos técnicos e de nível superior.
A essa iniciativa vão se somar as ações do recém-criado Pronatec. Com esse programa, o governo federal, em colaboração com estados, Distrito Federal e municípios, dá continuidade à política de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional de nível médio.
Fonte Ascom
terça-feira, 15 de novembro de 2011
MEC convoca editoras de livros didáticos
O Ministério da Educação promove nesta semana (quinta-feira, 17), em
São Paulo, reunião aberta às editoras de livros didáticos interessadas em
participar do Programa Nacional do Livro Didático em 2014 (PNLD 2014). O
programa irá selecionar, avaliar e
selecionar obras para estudantes dos anos finais do ensino fundamental.
Os editores podem inscrever livros e coleções de língua portuguesa, matemática, ciências, geografia, história e língua estrangeira moderna (inglês ou espanhol).
Os livros inscritos serão avaliados, e aqueles que forem aprovados integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá um resumo das obras selecionadas para que professores e diretores possam escolher o que for mais adequado ao processo pedagógico de cada escola. O edital do PNLD 2014, publicado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) permite, pela primeira vez, que os editores apresentem objetos educacionais complementares no formato digital. Os conteúdos multimídia que forem aprovados devem entregues com os livros didáticos.
A pré-inscrição das obras no PNLD 2014 vai de 9 de dezembro de 2011 a 1º de maio de 2012, e a entrega dos exemplares para avaliação, será de 7 a 11 de maio de 2012. Para efetuar o cadastro das obras, os detentores de direitos autorais devem acessar o portal do FNDE, na internet Sistema de Material Didático (Simad).
Serviço: Local da reunião: Auditório da Editora Saraiva - Avenida Henrique Schaumann, nº 270, Pinheiros, São Paulo - SP Dia: 17/11/11, às 14h30 . Maiores informações pelos telefones: 2022-8419 e 2022-8420
Fonte: Ascom
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Turismo e Megaevento
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A Semana de Turismo é um acontecimento anual destinado a alunos, professores, pesquisadores e profissionais do Turismo e áreas afins, com vistas a debater e compreender melhor o fenômeno turístico local, regional e nacionalmente.
Da programação merecem destaque, as conferências de avaliação crítica dos megaeventos e suas relações com o turismo no País. É o caso das participações do professor Christopher Gaffney (UFF), que apresenta a pesquisa “O mito do legado esportivo”; e da mestranda Érika Aleixo Ferreira Silva (IPPUR/UFJR), que aponta os resultados da investigação “As cidades que entretêm: a dimensão do turismo nos megaeventos esportivos” – ambos são pesquisadores do Observatório das Metrópoles.
Já o professor Alberto Oliveira (IPPUR/UFRJ) apresenta a conferência com o tema “Megaeventos: impactos econômicos, sociais e territoriais”; e a doutoranda do IPPUR, Nelma Gusmão de Oliveira, discute as “Relações de poder e interesses econômicos na produção dos megaeventos esportivos”.
sábado, 12 de novembro de 2011
Terceiro Setor -- Voluntariado
Gestão do trabalho voluntário em organizações sem fins lucrativos -- Um olhar sobre a obra da consultora Ana Maria Domeneghetti
-- Bruno
Lopes é gestor do Instituto Monitor
É notória a
relevância que o terceiro setor vem ganhando na sociedade contemporânea. São
muitos os assuntos e eventos que pairam
sobre esse tema, principalmente com a proximação da Conferência Internacional
do Voluntariado -- marco da Década
do Voluntariado (2001-2011) instituído pela Onu -, que acontecerá
em dezembro em São Paulo , e que
irá reunir mais de 60 CVs de todo país, resultando ,assim, numa verdadeira troca de
experiências e de um novo futuro para os
voluntariados . Dentro deste contexto, aproveito a referência para
falar do presente livro da
consultora do Terceiro Setor, Ana Maria Domeneghetti , que vem esclarecer e definir alguns conceitos
importantes para o entendimento deste novo setor hoje. Nesse sentido, a
primeira parte da obra de Ana Maria Domeneghetti, apresenta os conceitos e
definições do terceiro setor, explicitando de forma didática a importância do
mesmo para a sociedade. Além disso, apresenta os aspectos jurídicos que norteiam este setor, mostrando, desta forma, as
diferenciações entre associações e fundações. Partindo de arcabouços legais, a autora explica as relações de trabalho
dentro de uma ONG (Organizações não governamentais sem fins lucrativos),
chamando a atenção quanto ao quadro de pessoas que compõem a equipe de
trabalho, destacando os voluntários, haja vista que este tipo de pessoa só pode
ser encontrado dentro do terceiro setor, e é de suma importância para o seu funcionamento.
Ana Domeneghetti faz
questão de pontuar os sentimentos e razões que movem o ser humano e leva-o para
o trabalho voluntário. Foi mostrado que o amor é mola propulsora do trabalho social e as
religiões contribuem de forma significativa para que isso ocorra, transformando
o bom sentimento em caridade. Ainda analisando o trabalho voluntário, a autora
apresenta um estudo onde mostra que os voluntários são diferentes, ou seja,
dependendo de sua etnia, cultura e forma de viver, suas ações voluntárias seguem um ou outro
caminho. Um exemplo disso está no voluntário brasileiro, que se movimenta muito
mais pelo paternalismo e está, na maior parte das vezes, ligado à caridade. Em
contrapartida, os norte-americanos praticam trabalhos voluntários muito mais
pelo amor à pátria e ao nacionalismo. Independentemente do motivo que leva uma
pessoa a tornar-se voluntário, o fato é que este tipo de trabalho conduz à longevidade. Além disso, foram apresentadas,
as ações vencedoras do voluntariado e alguns conceitos importantes para a
compreensão desta atividade.
Neste cenário, a autora mostra formas de gerir com
excelência, os voluntários dentro de uma
organização, ou seja, mesmo sendo um trabalho que não possui fins materiais, o
trabalho voluntário deve se profissionalizar, assim como todo o terceiro setor.
Deve-se criar um departamento específico do voluntariado, com filosofia, missão
e objetivo claro e alcançável. Seguindo essa linha, foi apresentada a definição
de gestão e estratégias para a implantação do departamento de voluntários,
reforçando a importância do planejamento em todas as etapas do processo. Para a consultora Ana Maria Domeneghetti, esse
processo possui duas partes principais: o âmbito filosófico estratégico e
âmbito tático operacional. O primeiro está mais voltado para o planejamento do
departamento e o segundo relaciona a
questões praticas e ações concretas. A autora apresenta também algumas
sugestões de captação de recursos, ferramentas de marketing, códigos internos
de premiação, entre outros aspectos que podem
ser utilizados para tornar a organização mais profissional.
Face ao exposto, a autora finaliza sua obra informando que atualmente o grande
desafio das organizações é manter os voluntários, ou seja, motivá-los a
continuarem atuando nas ações sociais. Uma forma de superar esse desafio é
estruturar a organização de modo eficiente e profissional.
* Ana Maria Domeneghetti é consultora do Terceiro Setor, professora do
curso de Administração de empresas da Puc - Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo, professora do curso de pós-graduação lato sensu em Terceiro Setor e
autora do livro Voluntariado: gestão do trabalho voluntário em organizações
sem fins lucrativos.
*Nota. Conferência Internacional de
Voluntariado - a Década do voluntariado.
O evento espera contar com a presença de
mais de 60 CV’s, e como parte de seu público, as empresas, governos, ONGs e voluntários,
espalhados pelo país. Os temas abrangem todas as perspectivas do
voluntariado, e facilitarão a troca de
experiências , conhecimentos e definições
de novos arranjos para o voluntariado. O evento ocorrerá em São Paulo, entre 15
e 17 de dezembro de 2011.
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