sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Saúde terá supervisão ampliada


O Ministério da Educação anunciou ontem, a ampliação de medidas de supervisão em instituições e cursos de educação superior. Neste ano, os processos de supervisão serão abertos em cursos da área de saúde que tiveram desempenho insatisfatório nos indicadores divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). É a primeira vez que as medidas atingem todos os cursos de uma área. A ação, que prevê a suspensão de vagas de ingresso em todos os cursos da área da saúde que obtiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) inferior a três, deverá ser publicada no Diário Oficial da União na próxima semana. Os primeiros atos publicados serão dos cursos de medicina.
A instituição de ensino superior que tenha obtido, no percurso de três avaliações, duas vezes o IGC insatisfatório (um a dois pontos), desde que o último índice seja insatisfatório, responderá a um processo administrativo de supervisão instaurado pelo MEC. Ao mesmo tempo, o Ministério publica medida cautelar (preventiva) que suspende a autonomia da instituição de forma imediata. Se for universidade ou centro universitário, é suspensa a autonomia, que compreende o congelamento do número de vagas (tendo por base o ano anterior) e a abertura de novos cursos. Além disso, a instituição assina termo de saneamento das deficiências, com prazo de duração de um ano. O mesmo rito vale para a faculdade, exceto na questão da autonomia, que ela já não tem.
Após o período de saneamento das deficiências, é verificado se a instituição cumpriu o que foi pactuado no termo de saneamento. Nos casos do cumprimento dos requisitos de qualidade, o processo é encerrado. Se não alcançou a meta estipulada, o MEC instaura um processo administrativo para descredenciamento da instituição ou encerramento do curso. Neste caso, os estudantes matriculados têm garantia de conclusão do curso, podendo também solicitar transferência para outra instituição e completar a graduação.
Desde 2006, a partir da edição do Decreto nº 5.773, que definiu as ações de avaliação, regulação e supervisão da educação superior, o Ministério da Educação deu início a processos de supervisão em cursos com resultados insuficientes nas avaliações. Os cursos de direito, medicina e pedagogia foram os primeiros a serem submetidos à supervisão do MEC.
Direito – A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007 e verificou as condições de 79 cursos que apresentaram resultado insuficiente no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2006. Os cursos firmaram termo de saneamento de deficiências com o ministério e, após o prazo de um ano, foram novamente avaliados. Nos casos em que não foram identificadas melhorias nas condições de oferta, foi determinada a redução de vagas ou o encerramento do curso. Essa supervisão já resultou na redução de, aproximadamente, 24 mil vagas de ingresso e o encerramento da oferta de quatro cursos.
Outra ação que resultou na suspensão de vagas em cursos de direito foi a adotada em junho deste ano. A partir dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), o MEC determinou a suspensão de 10.912 vagas em 136 cursos que apresentaram conceito inferior a três. Ao todo, as medidas de supervisão em cursos de direito resultaram na suspensão de cerca de 34 mil vagas de ingressos em cursos com avaliação insuficiente.
Medicina – Em 2008 teve início a supervisão em 17 cursos de medicina que tiveram conceitos inferiores a três no Enade. Uma comissão de especialistas na área médica, presidida pelo médico Adib Jatene, foi formada para acompanhar o processo e supervisionar a qualidade dos cursos.
Os principais aspectos verificados pela comissão foram: a organização didático-pedagógica do curso; a integração do curso com o sistema local e regional de saúde; a carga horária que o aluno desenvolverá na rede do Sistema Único de Saúde (SUS); o corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, a composição e atuação de núcleo docente estruturante, e as condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular.
Após o prazo para cumprimento das medidas, o MEC determinou o corte de mais de 600 vagas nos cursos que não apresentaram as melhorias e garantias de qualidade exigidas.
Pedagogia . Iniciada em 2008, a supervisão envolveu 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a três no Enade de 2005. Ao final do prazo do termo de saneamento de deficiências, os cursos que não cumpriram as determinações do MEC foram desativados e outros tiveram que reduzir vagas.
Supervisão . A supervisão de cursos e instituições é realizada pelo Ministério da Educação com o objetivo de garantir a qualidade do ensino superior. A partir da assinatura de protocolos de compromisso (termo de saneamento de deficiências), as instituições e cursos têm a possibilidade de promover melhorias em suas condições de oferta e com isso melhorar seu desempenho nas avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Nos casos em que não são observadas melhorias, o MEC adota medidas para a redução de vagas ou encerramento da oferta, no caso dos cursos; e para o descredenciamento, no caso de instituições.

Fonte: Ascom


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alunos da Rede Estadual terão cartilhas sobre drogas



O Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (16/11), no Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, no Complexo do Alemão, a cartilha "Tudo o que você pensa que sabe sobre drogas". A publicação - produzida pelo projeto Prisioneiros das Drogas em parceria com as secretarias de Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde e Segurança e o Tribunal de Justiça - alerta os alunos para os perigos de entorpecentes como o crack, o álcool e até remédios controlados.
Duzentas mil cartilhas, financiadas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), foram distribuídas para que os professores das escolas estaduais e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) possam orientar seus estudantes sobre o tema. Segundo o secretário de Educação, Wilson Risolia, a expectativa é produzir mais um milhão e meio de publicações para distribuir a todos os alunos da rede.
- Desde o começo do ano, a Secretaria de Educação planejou todo o pacote de ações para os próximos onze anos em diversas dimensões, e uma delas é voltada para o aluno. Nossa preocupação é verificar quais as necessidades dos estudantes, por isso trabalhamos com programas de saúde. Por isso, precisamos enfrentar temas como as drogas de maneira objetiva e clara -,  disse Risolia. A cartilha de 32 páginas traz informações sobre todos os tipos de substâncias entorpecentes, aspectos legais e crimes ligados à droga, dependência química e como ajudar um usuário a se livrar das drogas. O livreto tem ainda endereços e telefones de clinicas e instituições que apóiam dependentes químicos. A outra  etapa do projeto será a distribuição, até o fim do ano, de vídeos educativos sobre o assunto.
- Queremos incentivar encontros de pesquisadores, professores e familiares de alunos para que o debate sobre a dependência das drogas seja ampliado. Os estudantes precisam saber que o caminho das drogas é fácil de entrar, mas difícil de sair. Queremos quebrar esse tabu de que não devemos falar muito abertamente sobre as drogas - disse o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso.

MEC libera verba para aumentar oferta do ensino técnico



O Ministro de Educação, Fernando Haddad,  já fechou acordos com governos estaduais de aproximadamente R$ 1,8 bilhão para expansão das redes de escolas técnicas por meio do programa Brasil Profissionalizado. O investimento resultou em 200 novas unidades e reformas em 500 outras. A iniciativa foi destacada pelo  MEC como um dos pilares da expansão da oferta de vagas no ensino técnico. O ministro abordou o assunto durante a abertura do seminário Ensino Técnico; uma Necessidade para o País, uma Alternativa                                      para os Jovens, promovido pela revista Carta Capital, dentro da Série Diálogos Capitais, em São Paulo. Haddad citou os estados de São Paulo, Ceará, Paraná e Pernambuco como exemplo de unidades federativas que têm ampliado as redes de educação profissional e participado da integração à expansão da oferta realizada pelo governo federal nos últimos nove anos. 
Aliado ao repasse de recursos aos estados, o ministro indicou outras duas ações fundamentais da expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A primeira delas, iniciada em 2005, com a aprovação de mudanças na legislação para permitir a ampliação da oferta de vagas. A outra, acordo firmado com o Sistema S, em 2008, de oferta gratuita de vagas em cursos técnicos. 
Haddad citou ainda a criação, em outubro último, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), destinado a fomentar e apoiar a expansão da rede física de atendimento da educação profissional e tecnológica e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. “O programa já teve um aporte de R$ 460 milhões este ano”, destacou Haddad. “Todas as ações criam a cultura de ensino técnico em tempo integral, com um impacto muito grande, atendendo à demanda da iniciativa privada e industrial, que clama por mão de obra qualificada.”
Com todo esse conjunto de ações, o ministro acredita que na próxima década o Brasil dobrará o número de matrículas nas redes de ensino profissional e tecnológico — de um milhão para dois milhões. “A nossa expectativa é que os jovens abracem esta iniciativa, formem-se de forma qualificada e passem a atuar no mercado de trabalho”, salientou o ministro. 
Rede — Um dos projetos estratégicos mais importantes na área do ensino no país, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica contará, até 2014, com 562 unidades de ensino em todo o país. Até 2002, a rede contava com 140 escolas técnicas. Nos últimos nove anos, alcançou 402 unidades e expandiu o número de matrículas de 113 mil para 400 mil em cursos técnicos e de nível superior. 
A essa iniciativa vão se somar as ações do recém-criado Pronatec. Com esse programa, o governo federal, em colaboração com estados, Distrito Federal e municípios, dá continuidade à política de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional de nível médio.


Fonte Ascom

terça-feira, 15 de novembro de 2011

MEC convoca editoras de livros didáticos


O Ministério da Educação promove nesta semana (quinta-feira, 17), em São Paulo, reunião aberta às editoras de livros didáticos interessadas em participar do Programa Nacional do Livro Didático em 2014 (PNLD 2014). O programa irá selecionar, avaliar  e selecionar obras para estudantes dos anos finais do ensino fundamental. 

Os editores podem inscrever livros e coleções de língua portuguesa, matemática, ciências, geografia, história e língua estrangeira moderna (inglês ou espanhol).
Os livros inscritos serão avaliados, e aqueles que forem aprovados integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá um resumo das obras selecionadas para que professores e diretores possam escolher o que for mais adequado ao processo pedagógico de cada escola. O edital do PNLD 2014, publicado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) permite, pela primeira vez, que os editores apresentem objetos educacionais complementares no formato digital. Os conteúdos multimídia que forem aprovados devem entregues com os livros didáticos.
A pré-inscrição das obras no PNLD 2014 vai de 9 de dezembro de 2011 a 1º de maio de 2012,  e a entrega dos exemplares para avaliação, será de 7 a 11 de maio de 2012. Para efetuar o cadastro das obras, os detentores de direitos autorais devem acessar o portal do FNDE,  na internet Sistema de Material Didático (Simad).

Serviço: Local da reunião: Auditório da Editora Saraiva - Avenida Henrique Schaumann, nº 270, Pinheiros,  São Paulo - SP Dia: 17/11/11, às 14h30 . Maiores informações pelos telefones: 2022-8419 e 2022-8420
Fonte: Ascom

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Turismo e Megaevento


Reprod foto 
Semana de Turismo:a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) promove, no período de 21 a 25 de novembro, a 9ª Semana de Turismo com o objetivo de debater o tema “Turismo e Megaevento” ante o contexto atual do País de preparação para a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Pesquisadores do INCT Observatório das Metrópoles, integrantes do projeto de pesquisa “Metropolização e Megaevento”, apresentarão no encontro os dados que já foram levantados sobre o tema.

A Semana de Turismo é um acontecimento anual destinado a alunos, professores, pesquisadores e profissionais do Turismo e áreas afins, com vistas a debater e compreender melhor o fenômeno turístico local, regional e nacionalmente.

Da programação  merecem destaque,  as conferências de avaliação crítica dos megaeventos e suas relações com o turismo no País. É o caso das participações do professor Christopher Gaffney (UFF), que apresenta a pesquisa “O mito do legado esportivo”; e da mestranda Érika Aleixo Ferreira Silva (IPPUR/UFJR), que aponta os resultados da investigação “As cidades que entretêm: a dimensão do turismo nos megaeventos esportivos” – ambos são pesquisadores do Observatório das Metrópoles.

Já o professor Alberto Oliveira (IPPUR/UFRJ) apresenta a conferência com o tema “Megaeventos: impactos econômicos, sociais e territoriais”; e a doutoranda do IPPUR, Nelma Gusmão de Oliveira, discute as “Relações de poder e interesses econômicos na produção dos megaeventos esportivos”.

sábado, 12 de novembro de 2011

Terceiro Setor -- Voluntariado


Gestão do trabalho voluntário em organizações sem fins lucrativos -- Um olhar sobre a obra da consultora Ana Maria Domeneghetti

                                                  -- Bruno Lopes  é gestor do Instituto Monitor

É notória a relevância que o terceiro setor vem ganhando na sociedade contemporânea. São muitos os assuntos e eventos  que pairam sobre esse tema, principalmente  com  a proximação da Conferência  Internacional do  Voluntariado --  marco da Década do Voluntariado (2001-2011) instituído pela Onu -, que acontecerá  em  dezembro em São Paulo , e que irá reunir  mais de 60 CVs de todo país,  resultando ,assim, numa verdadeira troca de experiências  e de um novo futuro para os voluntariados . Dentro deste contexto, aproveito a referência  para  falar do presente livro  da consultora do Terceiro Setor, Ana Maria Domeneghetti ,  que vem esclarecer e definir alguns conceitos importantes para o entendimento deste novo setor hoje. Nesse sentido, a primeira parte da obra de Ana Maria Domeneghetti, apresenta os conceitos e definições do terceiro setor, explicitando de forma didática a importância do mesmo para a sociedade. Além disso, apresenta  os  aspectos jurídicos que norteiam  este setor, mostrando, desta forma, as diferenciações entre associações e fundações. Partindo de arcabouços legais,  a autora explica as relações de trabalho dentro de uma ONG (Organizações não governamentais sem fins lucrativos), chamando a atenção quanto ao quadro de pessoas que compõem a equipe de trabalho, destacando os voluntários, haja vista que este tipo de pessoa só pode ser encontrado dentro do terceiro setor, e é  de suma importância para o seu funcionamento.
Ana Domeneghetti  faz questão de pontuar os sentimentos e razões que movem o ser humano e leva-o para o trabalho voluntário. Foi mostrado que o amor é  mola propulsora do trabalho social e as religiões contribuem de forma significativa para que isso ocorra, transformando o bom sentimento em caridade. Ainda analisando o trabalho voluntário, a autora apresenta um estudo onde mostra que os voluntários são diferentes, ou seja, dependendo de sua etnia, cultura e forma de viver,  suas ações voluntárias seguem um ou outro caminho. Um exemplo disso está no voluntário brasileiro, que se movimenta muito mais pelo paternalismo e está, na maior parte das vezes, ligado à caridade. Em contrapartida, os norte-americanos praticam trabalhos voluntários muito mais pelo amor à pátria e ao nacionalismo. Independentemente do motivo que leva uma pessoa a tornar-se voluntário, o fato é que este tipo de trabalho conduz  à  longevidade. Além disso, foram apresentadas, as ações vencedoras do voluntariado e alguns conceitos importantes para a compreensão desta atividade.
Neste cenário, a autora mostra formas de gerir com excelência,  os voluntários dentro de uma organização, ou seja, mesmo sendo um trabalho que não possui fins materiais, o trabalho voluntário deve se profissionalizar, assim como todo o terceiro setor. Deve-se criar um departamento específico do voluntariado, com filosofia, missão e objetivo claro e alcançável. Seguindo essa linha, foi apresentada a definição de gestão e estratégias para a implantação do departamento de voluntários, reforçando a importância do planejamento em todas as etapas do processo. Para  a consultora Ana Maria Domeneghetti, esse processo possui duas partes principais: o âmbito filosófico estratégico e âmbito tático operacional. O primeiro está mais voltado para o planejamento do departamento e o segundo relaciona  a questões praticas e ações concretas. A autora apresenta também algumas sugestões de captação de recursos, ferramentas de marketing, códigos internos de premiação, entre outros aspectos que podem
ser utilizados para tornar a organização mais profissional. Face ao exposto, a autora finaliza sua obra informando que atualmente o grande desafio das organizações é manter os voluntários, ou seja, motivá-los a continuarem atuando nas ações sociais. Uma forma de superar esse desafio é estruturar a organização de modo eficiente e profissional.  
* Ana Maria Domeneghetti é consultora do Terceiro Setor, professora do curso de Administração de empresas da Puc - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professora do curso de pós-graduação lato sensu em Terceiro Setor e autora do livro Voluntariado: gestão do trabalho voluntário em organizações sem fins lucrativos. 
*Nota. Conferência Internacional de Voluntariado - a Década do voluntariado. O evento espera contar com  a presença de mais de 60 CV’s, e como parte de seu público, as  empresas, governos, ONGs e voluntários, espalhados pelo país.  Os  temas abrangem todas as perspectivas do voluntariado, e facilitarão a  troca de experiências ,  conhecimentos e definições de novos arranjos para o voluntariado. O evento ocorrerá em São Paulo, entre 15 e 17 de dezembro  de 2011.

Educação Profissional e Ensino Médio em dois turnos

Com a abertura do seminário de Educação Profissional e Ensino Médio, concluído na sexta-feira, (dia 11) em Brasília, o Ministério da Educação iniciou o debate sobre a ampliação da oferta de ensino técnico concomitante, modalidade em que o aluno cursa o ensino regular em um turno e a formação profissional em outro. 

Com isso, um grupo de trabalho formado por membros das secretarias estaduais de educação, do Sistema S e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia discutirá a articulação entre as instituições que ofertarão o ensino profissional e médio. Os estudantes dessa modalidade de ensino serão beneficiários da Bolsa-Formação, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec).

O acontecimento reuniu mais de 250 participantes que disccutiram estratégias para a modificação do currículo no ensino médio nas escolas que aderirem ao projeto, criação de grupos de trabalho, democratização do acesso e permanência, além de assistência estudantil.

De acordo com o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pachaco, “nos últimos anos o Brasil conseguiu desenvolver um projeto extremamente consistente de educação profissional. É certo que com esses passos escrevemos uma página importante na história do país”.

Além dos estudantes, serão prioritários no programa os trabalhadores beneficiários do seguro-desemprego e dos programas de transferência de renda do governo federal. Também serão atendidos jovens em conflito com a lei, quilombolas e ribeirinhos.

A diretora de integração das redes de educação profissional e tecnológica, Patrícia Barcelos, destaca a abrangência do Pronatec. “O Pronatec é um programa nacional que sistematiza e integra todas as ações da educação profissional. Ele tem a função de potencializar a capacidade instalada dos sistemas de ensino técnico”, explica. 

Modelos - Durante o evento também foram apresentadas experiências. Uma delas acontece em Porto Alegre, no bairro Restinga. Nesta localidade, 29 estudantes da Escola Estadual Raul Pilla têm acesso ao curso de manutenção e suporte em informática, com carga horária de mil horas, distribuídas ao longo de um ano e meio, na modalidade concomitância externa (aulas do curso técnico aplicadas no turno inverso ao do ensino regular). As aulas técnicas são realizadas no campus Restinga do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. 

Outra experiência de trabalho conjunto acontece em Sergipe. Lá, desde 2010, são ofertados pelo Senai, cursos de técnico em administração, para 30 alunos do Colégio Estadual João Alves Filho, e de técnico em segurança do trabalho, para 30 alunos do Colégio Estadual Presidente Médice. 

Além disso, outros 100 alunos da rede estadual têm acesso a cursos técnicos em zootecnia e em agropecuária no campus São Cristovão do Instituto Federal de Sergipe. A diretora do serviço de educação profissional em Sergipe, Rivânia Andrade, destaca o trabalho para a implantação deste tipo de projeto. “Considero essas parcerias exitosas, pois trabalhamos desde o planejamento. Todas as ações da concomitância foram realizadas pelas equipes pedagógicas e professores das instituições envolvidas”, afirma.

Entre 1995 e 2005, o Brasil gerou 17,5 milhões de vagas em empregos formais, mas somente 1,8 milhão foram preenchidas por pessoas com até 24 anos. Um dos objetivos da atual política de educação profissional é qualificar os jovens para ocupar os postos de trabalho que necessitam de mão de obra especializada. Em 2010, as matrículas no ensino técnico ultrapassaram a marca de 1 milhão, de acordo com o censo da educação básica. Em torno de 19% dessas matrículas pertencem à modalidade concomitante e o restante está distribuído entre o técnico subsequente (62%) e o técnico integrado (18,9%).