quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A música na educação

Um projeto criado para que os estudantes se interessem pela música e percebam as diferentes linguagens usadas na produção das obras musicais movimenta as aulas do primeiro ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Deputado Caio Prado Júnior, em Barueri (SP). A iniciativa, da professora Ana Lúcia Pereira Lima, surgiu para estimular os alunos, que não demonstravam interesse em participar das diferentes atividades oferecidas.

“Estudos já comprovaram que a música desenvolve a inteligência, contribui para a organização e o desenvolvimento da criança”, diz a professora. “Sabendo disso, não podemos descartar nenhuma possibilidade de obter sucesso com nossos educandos.”

Formada em pedagogia, Ana Lúcia atua no magistério há 19 anos, 11 dos quais com alunos da educação infantil. Segundo ela, as crianças ficaram entusiasmadas com o projeto, que recebeu o nome de Musicalizando e Aprendendo. Dividida em três etapas, a proposta da professora apresenta, em primeiro lugar, a música com sons da natureza, como os da chuva, do vento e dos animais. Depois, vem a apresentação do primeiro instrumento inventado pelo homem — a flauta. No terceiro momento, as crianças são estimuladas a estabelecer a relação da música com as diferentes linguagens envolvidas — de textos, visual e instrumental — e a perceber que a música não ocorre num único momento nem apenas com uma única pessoa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Solidificar o direito à educação





Na abertura das atividades do 3º Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar, a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, disse que o “direito à educação tem que ser repetido todos os dias e várias vezes ao dia”. O motivo da repetição, segundo a secretária, é que o direito à educação é muito recente no país e ele precisa se solidificar.

O 3º encontro acontece em Brasília até a próxima sexta-feira, 30, reunindo atividades de formação de técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação e trocas de experiências.

Para ilustrar a importância da organização dos conselhos escolares com a participação de pais, estudantes, professores e gestores na vida da escola, a secretária Maria do Pilar lembrou aos conselheiros que mudanças na educação são geracionais. No início de 1960, disse, de cada cem crianças, 80 estavam fora da escola, porque a educação não era um direito. “Com isso, milhões de brasileiros não tiveram o direito de aprender.”

A Constituição Federal de 1988, lembrou Pilar, marca o início de uma sociedade de direito para todos. “Somos uma República laica, que aceita todas as religiões, raças e etnias.” Mas, para que isso seja pleno, segundo ela, o Brasil precisa ter uma escola pública forte para todos, com a presença dos filhos das classes média e alta, o que ainda não ocorre. “A constituição e o funcionamento pleno dos conselhos escolares fazem parte desse processo de transformação do país”, observou.  

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cidade de Leitores com o poeta Ferreira Gullar


Na quarta-feira (28), o Educação em Rede da MultiRio recebe Jurema Holperin, gerente do programa Nenhuma Criança a Menos. Ela fala sobre os resultados alcançados e a importância de criar formas de apoiar o aluno em atraso e de capacitar o professor para lidar com ele. Na Escola Municipal Tagore, na Abolição, a equipe do Educação em Rede mostra como o programa Nenhuma Criança a Menos é desenvolvido. Ainda nesta edição, veja como a professora Mônica, da Escola Municipal Pedro Ernesto, na Lagoa, utiliza a série Mestre do Tempo em sua aula de História. Educação em Rede vai ao ar nesta quarta-feira, às 8h e 13h, no canal 14 da NET. Com reprise na quinta-feira (29), às 11h, no mesmo canal.  Na sexta, o Cidade de Leitores entrevista o poeta Ferreira Gullar.       

domingo, 25 de setembro de 2011

Prefeitura de São Caetano do Sul terá 1.749 vagas

Estão abertas as inscrições para o concurso público promovido pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - cidade paulista do Grande ABC - em dois editais que prevê o preenchimento de 1.749 vagas nos quadros de servidores do município. Mais em www.tudosobreconcursos.com

sábado, 24 de setembro de 2011

O Silêncio vai ouvir ! Frases da semana










"Não espere por líderes, faça sozinho, pessoa a pessoa".
                            Madre Teresa de Calcutá

Flores e poesia ajudam na alfabetização

Em um pequeno jardim, com flores de A a Z, estudantes entram em contato com a natureza e também com as palavras e as letras. Esse despertar para o aprendizado da leitura e da escrita tem início com o plantio das mudas, pelos próprios alunos da Escola Municipal Hermann Müller, no distrito de Pirabeiraba, área rural de Joinville (SC). No local, plaquinhas de madeira exibem poesias de Roseana Murray, autora de obras infantis.

“Do A, de alamanda, ao Z, de zínia, para olhar, cheirar, comer e sentir as diferentes texturas, com mudas a partir de sementes trazidas pelas crianças e pais, e uma plaquinha identificando a letra e a espécie.” Assim é o jardim encantado, criado pela pedagoga Silvane Aparecida da Silva. Há oito anos ela dirige a escola, que tem 64 estudantes matriculados em turmas do primeiro ao sexto ano do ensino fundamental.

Pós-graduada em ecologia e em gestão escolar, Silvane da Silva foi a responsável pela revitalização da escola, que encontrou “definhando, triste e desarticulada”, com apenas 26 alunos. Após uma série de medidas, que tiveram início com a retirada do lixo e a colocação de grama e canteiros onde antes havia pedras, ela conseguiu que os alunos passassem a viver, na prática, o conceito de “comunidade de vida”.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Profissão. Entrevista Coreógrafo e dançarino Diego Gomes Dantas



"Nós, os outros", foto Danton Valério

O coreógrafo e dançarino  Diego Gomes Dantas
 -- perseguindo o sucesso


Durante as 24 horas, a vida do coreógrafo Diego Gomes Dantas é muita agitada.  Com certeza, quando não está envolvido com os ensaios, está no computador ,  debruçado sobre  a sua agenda (eletrônica) e projetos, e agarrado a um  telefone. Recentemente, a sua labuta maior se resumiu em fazer as malas, e se preparar   para assumir um projeto da Cia de Jovem de Dança de  São José dos Campos, em São Paulo. Agora, Se ele está galgando novos horizontes é porque tudo isso  tem sido resultado de um trabalho exausto, e que há muito vem sendo perseguido por ele.

No pouco tempo que teve para atender a equipe da revista eletrônica  Cursor.com Educação o dançarino e coreógrafo Diego Dantas não só deixou suas impressões pessoais como também nos passou alguns dados sobre a realidade do profissional de dança hoje no Brasil, e o que  tem de perseguir para manter o desempenho esperado. O primeiro passo, segundo ele,  para ingressar no mercado hoje, é procurar uma escola de dança ou nos projetos sociais, e não esquecer de que atualmente,  já existem excelentes universidades para tal aprimoramento. Ele cita a  Faculdade Angel Vianna; Dep. de Arte Corporal da UFRJ, e a UniverCidade. O curso tem duração de três anos e meio.

Entre uma pergunta e outra, o coreógrafo Diego Dantas, revelou que o seu primeiro passo para a dança se deu  dentro de uma Igreja (aos 10 anos), durante uma festa de Páscoa na Ilha do Bom Jesus na Cidade Universitária. A partir  daí,  perseguiu  os projetos de dança e não mais parou. Hoje tem 26 anos, formou-se pela  Faculdade Angel Vianna, em Botafogo,  já participou de vários projetos de dança clássica e contemporânea, e recentemente está assumindo um companhia  de dança jovem de São José dos Campos,  em São Paulo. Uma outra agenda dele, o conduz futuramente a projetos de dança na Mangueira – nesse projeto ele é convidado pela conhecidíssima e famosa  coreógrafa Regina Miranda, com quem sempre atuou em vários palcos  no Rio.

Perguntado sobre os desafios hoje de um dançarino  em seu dia a dia, Diego Dantas deixa claro que, “ o profissional  terá pela frente a responsabilidade de conciliar  a expressividade com a sua função, com a prática do dia a dia (rotina),  as aulas que irá administrar, com os encontros, e com os trabalhos coreográficos que for desenvolver”.  No seu caso hoje, o seu maior  desafio é organizar a expressividade e desenvolver algo mais coletivo. Segundo ele, aquele que quer se profissionalizar tem que ser versátil e montar uma grade de informações que permita essa qualidade.
Carla Odorizzi e Diego nos
bastidores da Ópera Lucia
di Lammermoor

Ele  observa que as escolas publica ou privada poderiam ser o meio caminho desses jovens hoje, que por vocação optam pela dança.  Há muitas arestas a serem paradas, principalmente as relacionadas a formalização do dançarino e  ao incentivo. É preciso, segundo ele, que  o dançarino tenha a sua profissão registrada em carteira  e o devido incentivo assegurado. “Não só em São Paulo como também nas cidades do interior paulista, se  garante o devido investimento  aos referidos profissionais. O Rio está longe disso”, Finaliza.